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Setembro Amarelo: psiquiatra alerta para sinais de sofrimento e destaca maior vulnerabilidade entre homens e idosos

24 de setembro de 2026

Mais do que uma campanha de conscientização, o Setembro Amarelo deve servir como um convite para olhar com mais atenção para a saúde mental durante todo o ano. O alerta é do médico psiquiatra do Hospital de Clínicas de Ijuí, Dr. Bruno Guidolin. Em entrevista à Rádio Progresso o especialista falou sobre o suicídio, citando que o ato é uma possível consequência de transtornos e situações de sofrimento mental, como depressão, transtornos de ansiedade, bipolaridade, esquizofrenia e dependência química.

No Rio Grande do Sul, os números mostram a dimensão do problema. Dados oficiais apontam que o Estado registrou 1.557 mortes por suicídio em 2025, com taxa de 14,6 óbitos por 100 mil habitantes. Entre os homens, a taxa aumenta com a idade e chega a 52 por 100 mil entre pessoas com mais de 80 anos. Guidolin destacou justamente homens e idosos como grupos que apresentam maior dificuldade em falar sobre sentimentos e procurar ajuda.

Para o psiquiatra, um dos principais sinais de alerta é a mudança de comportamento. Isolamento, alterações na rotina e manifestações de sofrimento devem ser observados por familiares e pessoas próximas. Nesses momentos, a orientação é se aproximar, conversar e praticar uma escuta ativa, sem julgamentos.

Guidolin também reforça que manifestações relacionadas à morte não devem ser tratadas simplesmente como uma tentativa de chamar atenção. Segundo ele, muitas vezes esse comportamento representa justamente um pedido de ajuda. Por isso, a recomendação é acolher e permitir que a pessoa fale sobre o que está sentindo.

O tratamento, segundo o médico, é individualizado. Nem todo paciente precisa de medicação ou internação. A avaliação profissional determina quais estratégias são necessárias, podendo envolver acompanhamento médico, psicológico, suporte familiar e, quando indicado, medicamentos. O psiquiatra também chama atenção para o preconceito que ainda existe em relação à busca por atendimento. Procurar um psiquiatra não significa necessariamente receber medicamentos, mas encontrar um espaço de avaliação e acolhimento para compreender o que está acontecendo.

No HCI, conforme Guidolin, o serviço de saúde mental conta com atendimento psiquiátrico, equipe multidisciplinar e portas de entrada para diferentes situações de sofrimento, incluindo a emergência para casos graves.

Confira abaixo a entrevista: 

Fonte: RPI


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