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Situação de Pelotas deixa moradores em alerta; confira entrevista

10 de maio de 2024
Vista aérea de Pelotas. Imagem: Reprodução/Redes sociais.

A região Sul do Estado está em alerta para possíveis enchentes de grandes proporções. Uma das cidades que já está sofrendo as consequências disso é Pelotas. Segundo especialistas da Metsul Meteorologia, a água poderá alcançar locais na cidade que jamais alcançou, assim como ocorreu em outros municípios do Rio Grande do Sul atingidos pelas cheias. Isso ocorre porque a Lagoa dos Patos recebe as águas de todos os rios que deságuam no Guaíba, todos estes que registraram enchentes recordes ou históricas nas últimas semanas.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Pelotas comunicou, na manhã de terça-feira (7), a necessidade de evacuação de possíveis áreas de inundação, como a região da balsa, onde reside o jornalista Marrone Silva. Em entrevista à Rádio Progresso na tarde desta sexta-feira (10), ele relatou como está a situação na cidade. “Parece que o pessoal está vivendo o fim do mundo. Muitos carros, congestionamento, muitas filas, a maioria dos postos já não tem mais gasolina, o pessoal estocou. Você vai no supermercado já não tem mais alimentos básicos, como frutas, carnes, alimentos pro dia a dia”, afirmou.

Outros serviços também foram afetados, como o transporte público, que teve os horários reduzidos. Também houve a transferência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Areal para outro local, pois esta estava localizada em área de risco. O mesmo ocorreu com a casa de passagem que recebe pessoas em situação de rua. De acordo com Marrone, os balneários Valverde e Santo Antônio estão entre os mais atingidos. “Para ter noção, o pessoal está andando de jet ski e barco [nesses locais]. A água já chega a bater em cima da cintura”, relatou.

Desde quarta-feira (8), Marrone, seus familiares e animais de estimação, saíram da residência localizada em área de risco e estão alojados na casa de outro familiar. “O nosso bem maior é a vida, é estar longe dos perigos e foi o que fiz com minha família. A gente veio, estamos bem aqui junto com outros familiares, trouxemos nossos animais em segurança e agora é torcer para que esse pesadelo termine o quanto antes e a gente possa voltar para os nossos lares em segurança”, ressaltou.

Apesar de se encontrar em local seguro, o jornalista conta que a sensação é de muito medo. “A nossa esperança é que a água venha em pouca proporção, venha devagar e não seja um volume tão rápido e tão alto, se não realmente vai acabar acontecendo como foi em Guaíba, Eldorado, Canoas, essas cidades que foram muito atingidas, em que as casas foram tapadas”.

Confira abaixo a entrevista na íntegra: