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Tragédia na Venezuela: mortos chegam a 1.943 e 50 mil seguem desaparecidos

1 de julho de 2026
Foto: U.S. Marine Corps

O número de vítimas fatais provocadas pelo terremoto duplo que atingiu a Venezuela chegou a 1.943 na terça-feira (30), conforme atualização divulgada pelo governo do país.

A quantidade de feridos também aumentou significativamente e já passa de 10,5 mil pessoas.

De acordo com as autoridades venezuelanas, 6.461 pessoas foram retiradas com vida dos escombros desde o início das operações de resgate.

O novo balanço foi apresentado por Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento e irmão da presidente Delcy Rodríguez.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.

Equipes de busca seguem atuando nas áreas mais destruídas, onde novas vítimas continuam sendo localizadas.

Os prejuízos causados pelos tremores também são enormes.

Uma análise preliminar realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) aponta que os danos em casas, empresas e veículos podem ultrapassar US$ 6,7 bilhões, valor equivalente a cerca de R$ 34,6 bilhões.

A crise humanitária provocada pelos fortes terremotos na Venezuela continua se agravando.

O governo informou que milhares de pessoas tiveram suas vidas impactadas pela tragédia, enquanto famílias seguem deixando áreas destruídas em busca de abrigo e assistência.

Segundo o ministro Jorge Rodríguez, pelo menos 15.866 pessoas já foram oficialmente reconhecidas como afetadas pelos abalos sísmicos.

Para atender os desabrigados, autoridades montaram estruturas emergenciais em diversas regiões do país, incluindo 15 abrigos temporários no estado de La Guaira e outros 55 espalhados pelo restante da Venezuela.

Com casas destruídas ou sem condições de moradia, muitas famílias passaram os últimos dias em acampamentos improvisados e espaços montados às pressas.

O governo venezuelano afirmou que pretende encaminhar os atingidos para abrigos provisórios e garantiu que soluções habitacionais deverão ser entregues até o final do ano.

 

 

 

 

Fonte: Rádio Progresso
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