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Vírus sincicial respiratório: em Ijuí, seis crianças e um idoso já foram diagnosticados com a doença

3 de junho de 2022

Um dos principais agentes de uma infecção aguda nas vias respiratórias, o vírus sincicial respiratório (VSR), ainda desconhecido por boa parte da população, pode afetar os brônquios e os pulmões e na maior parte dos casos é responsável pelo aparecimento de bronquiolite aguda e pneumonia, especialmente em bebês prematuros, no primeiro ano de vida.

Em Ijuí, segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Andréia Amorim dos Santos, houve a confirmação laboratorial do vírus em seis crianças menores de cinco anos internadas no final de fevereiro e início de março. Além disso, recentemente mais um caso foi identificado em um idoso. Segundo Amorim, provavelmente muitos outros casos foram diagnosticados de forma quando clínica, radiológica ou em instituições privadas de saúde.

Infecção altamente contagiosa, existem evidências de que até os três anos de idade, todas as crianças já entraram em contato com esse vírus sem desenvolver a forma grave da doença.

Apesar de não estarem associados à vigência de baixas temperaturas, os casos de infecção pelo VSR são mais frequentes no final do outono, durante o inverno e no início da primavera. Nas localidades de clima tropical ou subtropical, os surtos sazonais ocorrem mais no período chuvoso.

Transmissão- O vírus sincicial respiratório penetra no organismo saudável através das mucosas da boca, do nariz ou dos olhos, e nele pode permanecer por semanas. O contágio se dá pelo contato direto com as secreções quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala e, de forma indireta, pelo contato com superfícies e objetos contaminados (brinquedos e maçanetas de portas, por exemplo), nos quais o vírus pode sobreviver por várias horas.

Nos adultos e crianças maiores com boas condições de saúde, os sintomas são semelhantes aos do resfriado comum – secreção nasal, espirros, tosse seca, febre baixa, dor de garganta e dor de cabeça. Com a progressão da doença, porém, a infecção merece atenção e cuidado: febre alta, muita tosse, dificuldade para respirar, falta de apetite, letargia.

Prevenção- Ainda não existe uma vacina eficaz contra a infecção pelo vírus sincicial respiratório.  A prevenção está diretamente associada aos cuidados básicos de higiene, especialmente à lavagem frequente das mãos com água e sabão, à aplicação de álcool gel antes e depois de entrar em contato com o doente e à desinfecção de superfícies e objetos expostos a secreções corporais contaminados pelo vírus. Evitar aglomerações em locais fechados e manter distância das pessoas que apresentam sinais da doença são outras medidas importantes para controlar a disseminação do VRS.

Adultos maiores de 60 anos, crianças com menos de dois anos, pessoas com doenças do coração e do pulmão, transplantados e imunodeprimidos são pacientes de risco para a forma grave da infecção pelo VSR, que pode levar a óbito se não receber o atendimento necessário.

Fonte: Radio Progresso de Ijuí
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