Uma enorme comoção marcou a despedida de Carlize Prauchner Jope, de 38 anos, vítima do primeiro feminicídio da história de Nova Ramada. Amigos, familiares e conhecidos participaram do velório que ocorreu na Igreja Evangélica de Formigueiro. O sepultamento ocorreu durante a manhã desta quinta-feira, 16. A mulher foi morta degolada pelo marido, Ademir Jope, por volta das 7h50 desta quarta-feira, 15. Na noite anterior, o homem havia publicado nas redes sociais que a amava. No entanto, a situação entre o casal estava conturbada e Carlize não estava mais morando junto dele.
Mãe de dois filhos – um menor e outro maior de idade – Carlize é classificada como uma mãe extremamente dedicada e querida pela comunidade. Recentemente ela deixou o cargo de oficineira do Núcleo de Apoio a Atenção Básica (NAAB) que atuava junto à prefeitura, para gerenciar o restaurante Novo Sabor, no Centro administrativo, local próximo à Prefeitura. Neste estabelecimento comercial foi praticado o crime.
“Quando uma mulher é assassinada, todas nós morremos por dentro”, escreveram amigas de vítima nas redes sociais.
O feminicídio registrado no começo da manhã desta quarta-feira, 15, em um restaurante junto ao Centro Administrativo de Nova Ramada foi o primeiro caso desse tipo de crime no município desde o início da série histórica dos dados, ocorrida em 2013, conforme a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-RS).
Antes do crime desta quarta-feira, quando Carlize Prauchner Jope, de 38 anos, foi morta degolada pelo marido, apenas uma tentativa de feminicídio havia sido registrada no ano de 2016.
Depois disso, houve registros somente de lesões corporais de mulheres nos anos de 2018, 2019 e 2020, com três registros em cada ano, e mais uma lesão corporal em 2021 e uma no ano passado.
A motivação do crime desta quarta-feira ainda é investigada pela polícia.