Conforme o mais recente informativo semanal do escritório regional da Emater, com sede em Ijuí, abrangência de 44 municípios, após as recentes chuvas, a soja retomou o desenvolvimento adequado. Porém, a situação das lavouras é muito contrastante referente ao potencial produtivo. Nas áreas onde a redução das chuvas teve intervalo mais curto, a cultura se desenvolve normalmente e apresenta boa tendência de rendimento.
Já em locais de chuvas irregulares, as lavouras semeadas em outubro não tiveram bom desenvolvimento, perderam potencial produtivo e não têm mais tempo para recuperação. As lavouras semeadas entre final de novembro e dezembro e com cultivares de ciclo longo, tiveram pequena redução da capacidade produtiva.
Ainda segundo a Emater, nas localidades onde a estiagem foi severa as lavouras apresentam baixo potencial produtivo, com mais de 50% de perdas. A capacidade média de produção da soja nas lavouras de Ijuí e região ainda é difícil de estimar, mas já é possível afirmar que em torno de 25% da produção está comprometida. E as lavouras de segundo cultivo, em Ijuí e região, semeadas em janeiro apresentam boa emergência e estande de plantas adequado. Produtores dão sequência na aplicação de fungicidas na soja.
Em Ijuí, toda a soja está na fase de formação de grãos. Marina Moesch amplia a informação sobre a oleaginosa na Colmeia do Trabalho. Segundo o agrônomo da Emater, Edewin Bernich, as atuais chuvas favorecem para a manutenção da atual expectativa de produção, mas não recupera as perdas causadas pela estiagem em Ijuí. Ele frisa que mesmo com as chuvas não acontece aumento de vagens. Aliás, houve queda de flores, o que reduz a granação. Na média, a perda na soja pela falta de chuva, em Ijuí, está em 30%.