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Prefeitura de Ijuí cria cerca de 6 mil novos cadastros de imóveis após georreferenciamento

5 de março de 2026

O processo de recadastramento imobiliário realizado pela Prefeitura de Ijuí por meio do sistema de georreferenciamento resultou na criação de aproximadamente 6 mil novos cadastros de imóveis que não estavam de acordo com as medidas registradas anteriormente no município. A informação foi confirmada pelo chefe do setor de Cadastros e Tributos da prefeitura, Airton Moura, em entrevista á Rádio Progresso.

De acordo com ele, atualmente o município possui em torno de 40 mil cadastros de imóveis com área construída. Com a atualização realizada através do georreferenciamento, foi possível identificar diversas edificações que não estavam devidamente registradas junto ao poder público municipal.

Airton Moura explicou que muitas dessas situações ocorreram porque proprietários realizaram pequenas ampliações ou construções em seus terrenos, como garagens, áreas de serviço ou anexos, sem efetuar o devido cadastramento na prefeitura. Mesmo sendo estruturas consideradas menores, essas edificações precisam constar no cadastro imobiliário do município.

Segundo ele, quando o sistema identificou essas diferenças entre o que estava registrado e o que realmente existe no imóvel, foi necessário criar novos registros ou atualizar os cadastros existentes. Destacou que toda área construída precisa estar cadastrada na prefeitura, mesmo que seja uma garagem ou uma construção com características diferentes de uma residência principal.

Diante das inconsistências apontadas pelo levantamento, a prefeitura encaminhou um grande número de notificações aos contribuintes, permitindo que os proprietários apresentassem recursos ou realizassem a regularização das áreas construídas junto ao setor responsável.

Com a emissão dos carnês do IPTU 2026, alguns contribuintes ainda podem identificar divergências em seus dados cadastrais. Nesses casos, a orientação é que o cidadão procure o setor de Cadastros e Tributos da prefeitura, levando documentação ou comprovantes da área construída, para que seja possível realizar os ajustes necessários.

Em relação à arrecadação, Airton Moura informou que, em 2025, o município registrou cerca de R$ 23 milhões em pagamentos de IPTU na modalidade de cota única. Para este ano, a expectativa é de que o valor alcance aproximadamente R$ 25 milhões.

Considerando o total arrecadado com IPTU e a taxa de coleta de lixo, o município somou cerca de R$ 39 milhões no ano passado. Para 2026, a projeção é de que esse montante chegue a aproximadamente R$ 43 milhões.

Questionado sobre a inadimplência, o chefe do setor informou que os índices permanecem relativamente estáveis. Em 2025, a inadimplência do IPTU ficou em torno de 12%, enquanto a taxa referente à coleta de lixo registrou cerca de 16%. Segundo Airton Moura, apesar de representarem valores significativos, esses números são considerados dentro da realidade enfrentada pelos municípios e têm se mantido estáveis nos últimos anos.

Fonte: Rádio Progresso
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