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Governo do Estado confirma primeiro óbito por dengue do ano no RS

17 de abril de 2026

A Secretaria da Saúde (SES) confirmou nesta sexta-feira (17/4), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), o primeiro óbito por dengue do ano no Rio Grande do Sul. A vítima é uma idosa de 83 anos, com comorbidades, residente do município de Jacutinga, no Norte do Estado. A morte ocorreu na quarta-feira (15/4).

A confirmação reforça o alerta para a circulação do vírus da dengue no território gaúcho e a importância da adoção de medidas de prevenção, bem como da busca imediata por atendimento de saúde diante dos primeiros sintomas da doença.

“Lamento muito a perda dessa vida e me solidarizo com os familiares. Reforço a importância de as pessoas buscarem atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro e reduzir o risco de complicações e óbitos – especialmente entre idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”, alerta a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes.

Principais sintomas da dengue

  •  febre alta, com duração de dois a sete dias;
  •  dor atrás dos olhos (dor retroorbital);
  •  dor de cabeça;
  •  dores no corpo e nas articulações;
  •  mal-estar geral;
  •  náusea e vômitos;
  •  diarreia;
  •  e manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.

Medidas de prevenção

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros, tanto dentro quanto fora das residências. A participação da população é essencial para reduzir a proliferação do mosquito e controlar a transmissão da doença.

Entre as medidas recomendadas, estão:

  •  utilizar telas em portas e janelas e repelentes em áreas de maior transmissão;
  •  remover recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos;
  •  manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados;
  •  desobstruir calhas, ralos e lajes, evitando o acúmulo de água.

Vacinação contra a dengue

Desde 2024, o Brasil passou a oferecer vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo atual são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta elevado risco de hospitalizações pela doença.

Inicialmente, a vacinação ocorreu em áreas priorizadas pelo Ministério da Saúde, mas desde fevereiro deste ano a estratégia foi ampliada para todos os municípios, mantendo a mesma faixa etária elegível.

Esquema vacinal atual:

  •  Público-alvo: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos
  •  Esquema: duas doses
  •  Intervalo: três meses entre as doses

Ampliação futura da estratégia de imunização

O imunizante atualmente utilizado na estratégia é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a introdução de uma nova vacina 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A vacina brasileira, chamada Butantan-DV, é de dose única — a primeira desse tipo no mundo — o que facilita a adesão às campanhas de imunização. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas no Rio Grande do Sul, destinadas inicialmente aos trabalhadores das equipes da Atenção Primária em Saúde (APS) do SUS.

A vacinação do público geral ocorrerá de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses, com previsão de início pela população de 59 anos, avançando progressivamente até alcançar pessoas a partir de 15 anos.

Comparação com anos anteriores

Em 2026, até o momento, foram confirmados 596 casos de dengue e um óbito no Estado. Na comparação com o mesmo período do ano passado (até a 15ª Semana Epidemiológica), observa-se diferença na evolução dos registros da doença no Estado. Em 2025, até essa mesma época, o Rio Grande do Sul contabilizava 20.573 casos confirmados de dengue e 13 óbitos.

Ao longo daquele ano, o total chegou a 52.794 casos e 53 mortes. O período de maior circulação da dengue no Estado ocorre historicamente no mês de abril, especialmente nas semanas epidemiológicas 15 e 16. Ainda que o ano atual apresente redução significativa de casos em relação ao anterior, é essencial manter as ações de prevenção e controle do mosquito, para evitar novos aumentos e consolidar a tendência de queda.

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue em sua série histórica, com 209.669 casos confirmados e 281 óbitos. Já em 2025, houve redução expressiva, com 52.794 casos e 53 mortes.

Comparativo de casos e óbitos por dengue no RS até a Semana Epidemiológica 15 (por data de início dos sintomas)

  •  2026: 596 casos e 1 óbito
  •  2025: 20.573 casos e 13 óbitos (total do ano: 52.794 casos e 53 óbitos)
  •  2024: 11.153 casos e 147 óbitos (total do ano: 209.669 casos e 281 óbitos)
  •  2023: 12.140 casos e 22 óbitos (total do ano: 38.737 casos e 54 óbitos)
  •  2022: 36.753 casos e 37 óbitos (total do ano: 67.349 casos e 66 óbitos)

Fonte: rs.gov.br
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