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Cremers alerta para desafios na medicina e critica abertura indiscriminada de cursos no país

6 de maio de 2026

Em entrevista à Rádio Progresso, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, Cremers, Régis Angnes, abordou uma série de temas considerados prioritários para a área da saúde. Ele esteve acompanhado do coordenador do Departamento de Fiscalização, Luciano Haas, do membro do Departamento de Exercício Ilegal da Medicina, Mohamad Hamaoui, e do delegado do Cremers em Ijuí, Fábio Goulart da Silva.

Durante a conversa, um dos principais pontos destacados foi a posição contrária do Cremers em relação à abertura desenfreada de cursos de Medicina no país. Segundo Angnes, a expansão sem critérios adequados pode comprometer a qualidade da formação dos futuros profissionais, impactando diretamente no atendimento à população. Ele ressaltou que o conselho defende rigor na avaliação e autorização de novos cursos, priorizando estrutura, corpo docente qualificado e campos de prática adequados.

Outro tema que ganhou destaque foi o aumento dos casos de violência contra médicos. Os representantes do Cremers demonstraram preocupação com a segurança dos profissionais, especialmente em ambientes de maior vulnerabilidade, como emergências e unidades de pronto atendimento. O conselho tem atuado para denunciar esses casos e buscar medidas que garantam melhores condições de trabalho.

A valorização da profissão médica também foi enfatizada, com críticas a modelos de contratação considerados precários, como a pejotização, ou seja, contratação via pessoa jurídica. De acordo com os participantes, esse tipo de vínculo pode fragilizar direitos trabalhistas e afetar a qualidade dos serviços prestados.

Além disso, o grupo destacou a importância da qualificação do ensino médico e da ampliação de vagas em programas de residência, considerados fundamentais para a formação prática e especializada dos profissionais. Para o Cremers, investir na residência médica é essencial para suprir demandas do sistema de saúde com qualidade.

Por fim, os entrevistados alertaram para os riscos da terceirização na área da saúde, apontando que esse modelo pode dificultar a fiscalização, reduzir a continuidade do atendimento e impactar negativamente na relação entre médico e paciente.

A participação dos representantes do Cremers reforça o debate sobre os rumos da medicina no Brasil, destacando a necessidade de equilíbrio entre expansão, qualidade e valorização profissional.

Fonte: Rádio Progresso
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