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Para dirigente da Farsul, política agrícola é um dos principais fatores que causam redução de área de trigo

29 de maio de 2026

A realidade do trigo no Brasil traz algumas peculiaridades opostas. Se, por um lado, na atual safra haverá nova redução na área com o cereal, por outro existem sementes com alto potencial produtivo, pesquisas constantes através de órgãos públicos, por exemplo, a Embrapa, ou setor privado, com cultivares cada vez melhores, além de novos mercados internos para o trigo. O Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal no Brasil, deverá ter mais uma diminuição de área. Segundo o coordenador da Comissão de Trigo e Culturas de Inverno da Farsul – Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – Hamilton Jardim, a tendência é que no máximo o Estado chegue a 800 mil hectares de trigo, cerca de 200 mil hectares a menos que 2025. No último domingo, 24, as 6 horas e 30 minutos, Hamilton Jardim ampliou o tema durante entrevista no programa Progresso Rural da RPI. Ele frisa que mesmo com decréscimo de área, para os moinhos gaúchos não falta trigo.

Hamilton Jardim observa que a cada ano o Brasil gasta bilhões de reais na compra de trigo de outros países. Ele considera que a diminuição de área de trigo, importações por parte de moinhos, dentre outras questões relacionadas ao descrédito com o cereal, têm como uma das principais causas a falta de política agrícola adequadas por parte do governo federal.

Hamilton Jardim, que também é presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura, reforça, por exemplo, que o Proagro está aquém do esperado e existe alto custo de produção do trigo.

Hamilton Jardim disse que não deixa de plantar trigo, mas nessa safra, na propriedade que possui, em Palmeira das Missões, vai reduzir em 80% a área com a cereal em relação ao ano passado. Ainda frisa que surgem novos mercados para a cultura, por exemplo, fábricas de etanol e outros subprodutos do trigo em Passo Fundo, Cruz Alta e Santiago. Quanto a preço pago ao agricultor, o representante da Farsul e do Ministério da Agricultura não arrisca projeção, pois isso depende da incerteza do dólar, além de reflexos da guerra no Oriente Médio, com dificuldade de passagem de petróleo pelo estrito de Ormuz, o que encarece o óleo diesel e outros produtos.

Abaixo, a entrevista completa com Hamilton Jardim:

Fonte: RPI
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