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Conselho de Justiça Restaurativa de Ijuí ganha novas integrantes para mandato de dois anos

7 de agosto de 2026

Novas integrantes do Conselho de Gestão do Programa Municipal de Justiça Restaurativa de Ijuí foram nomeadas durante cerimônia realizada na manhã de quinta-feira, dia 6, no Salão Farroupilha. O ato contou com a presença do prefeito Andrei Cossetin, que participou da entrega das portarias, além da promotora de Justiça Marlize Bortoluzzi e da juíza de Direito Maria Luiz Gaspary.

As representantes terão mandato de dois anos e integram diferentes setores governamentais e não governamentais do município. A composição reúne profissionais das áreas de educação, desenvolvimento social, saúde, políticas para as mulheres, instituições de ensino, advocacia e representação da sociedade civil.

Entre os segmentos representados estão as Secretarias Municipais de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde; a Coordenadoria da Mulher; escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio; instituição de ensino superior; a 23ª Subseção da OAB/RS e o Fórum Permanente da Mulher.

A diversidade na composição do Conselho é um dos aspectos que reforçam a importância do programa, especialmente para a construção de uma cultura de diálogo e prevenção de conflitos nas comunidades escolares.

Justiça Restaurativa no ambiente escolar

A Justiça Restaurativa propõe uma maneira diferente de lidar com conflitos. Em vez de concentrar a atenção apenas na punição, busca compreender o que aconteceu, ouvir as pessoas envolvidas, identificar os impactos provocados e estimular a responsabilização e a reparação dos danos.

No ambiente escolar, essa abordagem pode contribuir para fortalecer relações entre estudantes, professores, famílias e equipes diretivas. Situações de conflito, desentendimentos, bullying e dificuldades de convivência podem ser trabalhadas a partir da escuta, do respeito e da construção coletiva de soluções.

A presença de representantes da educação e de outras áreas no Conselho amplia essa perspectiva e permite que diferentes conhecimentos e experiências sejam considerados na elaboração e no acompanhamento das ações do Programa Municipal de Justiça Restaurativa.

Mais do que solucionar conflitos depois que eles acontecem, a proposta também pode ajudar a desenvolver uma cultura de prevenção e de diálogo. Para as comunidades escolares, isso significa criar espaços em que os estudantes possam aprender, na prática, valores como responsabilidade, empatia, respeito às diferenças e capacidade de ouvir o outro.

Conselho reúne diferentes áreas

A nova composição do Conselho de Gestão é formada por:

Secretaria Municipal de Educação
Titular: Cristiane da Silva Barasuol Martins, assistente social
Suplente: Miriam de Fátima Beck, professora

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
Titular: Mônica Barboza, professora
Suplente: Flávia Flach, psicóloga

Secretaria Municipal de Saúde
Titular: Angela Maria Turra Signor, enfermeira
Suplente: Helena de Fátima Dal Fomo, assistente social

Coordenadoria da Mulher
Titular: Seomara Terezinha Menegazzi, psicóloga
Suplente: Sarnira Ahmad Mussa, psicóloga

Escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio de Ijuí
Titular: Juliana Dalegrave Legunde Weller, professora
Suplente: Deizy Ritterbusch Soares, professora

Instituição de Ensino Superior sediada no município
Titular: Ester Eliana Hauser, professora
Suplente: Marta Estela Borgmann, professora

23ª Subseção da OAB/RS
Titular: Simone Tavares da Silva, advogada
Suplente: Taiane Lemos Lorencena, advogada

Fórum Permanente da Mulher
Titular: Carine Laís Görgen, advogada
Suplente: Adriane Arriens Fraga Bitencourt, psicóloga

Com a nova composição, o Conselho inicia um novo período de trabalho com a participação de profissionais de diferentes áreas, fortalecendo a proposta de construção de uma rede voltada à prevenção de conflitos, à promoção do diálogo e à melhoria da convivência nas comunidades de Ijuí.

A iniciativa reforça a compreensão de que a educação para a convivência e para a resolução pacífica de conflitos também faz parte da formação cidadã. Ao aproximar escola, poder público, instituições e comunidade, a Justiça Restaurativa pode contribuir para ambientes mais acolhedores, seguros e preparados para lidar com as diferenças.

Fonte: Gherusa Cassol

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