Uma nova cultura começa ganhar espaço em lavouras do Rio Grande do Sul durante o inverno. Trata-se da carinata, que é da família da canola. Praticamento toda produção da oleaginosa é destinada para combustível de avião. Nos últimos dias, a Emater divulgou a projeção inicial de safra de inverno para esse ano no Estado. Quanto à carinata, a perspectiva é de 12.365 hectares. Para os 44 municípios do escritório regional da Emater, com sede em Ijuí, são 2.515 hectares.
Em Ijuí, esse é o primeiro ano de cultivo de carinata, com 60 hectares de dois produtores. Alguns agricultores cultivam carinata há alguns anos e outros inciam nessa safra investimento na área. Um dos exemplos é o produtor, Guinter Kirst, de Cruz Alta. Esse ano é a primeira vez que ele planta carinata, numa área de 50 hectares. Disse que optou por cultivar a oleaginosa em parte de onde investiria em trigo. Segundo ele, além de não perder tanta qualidade em relação ao trigo, se houver muita chuva, a carinata tem menos custo num comparativo ao cereal. No último domingo, as 6 horas e 30 minutos da manhã, Guinter Kirst concedeu entrevista no programa Progresso Rural da RPI para ampliar o assunto. O produtor cruzaltense espera bom rendimento da carinata.
Guinter Kirst destaca outros diferenciais da carinata, ou seja, mercado garantido para a venda e o bom preço pago ao agricultor.
No momento, o preço pago pela saca de 60 quilos de carinata está em cerca de 145 e 150 reais. O agriculto de Cruz Alta ainda observa que os cuidados com a carinata são semelhantes à canola, porém, exige menos adubação nitrogenada. Com isso, acredita que a carinata tenha custo entre 20 e 30% menor que a canola. Kirst acredita que precisa colher 18 sacas de carinata por hectare para cobrir o investimento. Se a produtividade ficar em 35 sacas por hectare, o lucro gira em torno de 2 mil e 500 hectares. No Progresso Rural, Guinter Kirst ainda falou sobre o plantio de canola, numa área de 140 hectares, redução de trigo e aveia. Abaixo, confira a entrevista com Guinter Kirst.