Cruz Alta sedia abertura da colheita do trigo e destaca a força da triticultura gaúcha
22/10/2026 l 17:24
Jonas Vieira
22/10/2026 l 17:24
Cruz Alta sediou, nesta quinta-feira, 22, a abertura da colheita do trigo no Rio Grande do Sul. O evento contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, e reuniu representantes do setor agrícola para celebrar a importância de uma cultura estratégica para a agricultura gaúcha e para o desenvolvimento econômico das regiões produtoras. A realização da abertura em Cruz Alta reforça o protagonismo do município na triticultura estadual. De acordo com os dados de área plantada de 2026, o município ocupa a segunda posição entre os municípios gaúchos com maior área cultivada de trigo, atrás apenas de Palmeira das Missões. A região tem papel relevante na produção do cereal, matéria-prima essencial para a indústria moageira e para a cadeia de alimentos. 
O secretário Márcio Madalena ressaltou a contribuição dos produtores e de toda a cadeia produtiva para o desenvolvimento do Estado. “Realizar aqui a abertura da colheita é uma forma de reconhecer a contribuição dos produtores e de toda a cadeia do trigo para a economia do Rio Grande do Sul. É também uma oportunidade de valorizar o trabalho realizado no campo e de acompanhar as perspectivas da cultura, considerando as condições climáticas e os custos de produção”, afirmou.
A prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Librelotto, destacou que o fortalecimento do setor primário é fundamental para impulsionar a economia local, garantir investimentos e manter os serviços públicos. “Cruz Alta é um celeiro, a matéria-prima é o grão. E é por isso que a gente precisa sempre de investimentos”, declarou. Paula ainda destacou o potencial de desenvolvimento do município e a perspectiva de se tornar a capital do biodiesel do Rio Grande do Sul, com a instalação de novos empreendimentos ligados ao setor.
Safra e perspectivas de produção
Conforme dados da Emater/RS-Ascar, a área de trigo no Rio Grande do Sul é projetada em 763 mil hectares em 2026, com produtividade média estimada em 2.833 quilos por hectare. A produção estadual é calculada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas. Embora o volume represente uma redução em relação a 2025, a cultura mantém sua relevância para a economia agrícola gaúcha. No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de trigo em 5,73 milhões de toneladas em 2026, ante 7,87 milhões de toneladas no ano anterior. A variação reflete principalmente a redução da área semeada e as mudanças na produtividade média.
As condições climáticas seguem entre os fatores acompanhados pelos produtores nesta etapa da safra. No Rio Grande do Sul, as chuvas frequentes e a baixa incidência de radiação solar têm influenciado o ritmo de maturação das lavouras e o avanço da colheita. A umidade também exige atenção à sanidade das plantas e à qualidade comercial dos grãos. Além das condições do clima, os custos de produção, o crédito e os preços de comercialização integram o planejamento dos agricultores para as próximas safras. Nesse contexto, o acompanhamento técnico e a busca por maior eficiência produtiva são importantes para fortalecer a competitividade da triticultura.
Fonte: RPI e Estado