O vereador Bira Teixeira afirmou hoje, em entrevista à Rádio Progresso, que a discussão ocorrida nas últimas duas semanas na tribuna do Legislativo de Ijuí sobre uma suposta lista de vereadores está relacionada ao recurso impetrado referente aos subsídios dos agentes políticos do município.
Segundo o parlamentar, em 2023 houve reajuste dos vencimentos do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores durante sessão extraordinária. Diante disso, Bira ingressou com uma ação popular, posteriormente acatada pela Justiça local, anulando os efeitos da lei aprovada naquele ano.
Conforme explicou, em 2025 os vereadores foram reunidos pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Noronha, com o objetivo de recorrer da decisão judicial. De acordo com Bira, teria sido sugerido aos parlamentares que as custas advocatícias, estimadas em cerca de R$ 30 mil, fossem pagas com recursos públicos, desde que houvesse autorização dos vereadores.
O vereador acrescentou que dentro da proposta também existia uma cláusula prevendo devolução dos valores caso a ação não tivesse êxito. Ainda conforme Teixeira, alguns parlamentares se recusaram a assinar o documento, que, segundo ele, teria sido elaborado no gabinete do Executivo municipal.
Bira afirmou que a chamada “lista” mencionada nos debates recentes seria justamente a relação dos vereadores que autorizaram o recurso com dinheiro público e daqueles que optaram por não assinar a documentação.
O petista destacou ainda que o recurso apresentado em 2025 deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça, em Porto Alegre, até o final deste mês de maio, em segunda instância.
Sobre a possibilidade de retirada da ação, tema debatido nos últimos dias, o vereador disse que isso não seria mais possível neste momento, já que a responsabilidade passaria a ser da atual Mesa Diretora da Câmara, presidida pelo vereador Capitão Bischoff.
Questionado também sobre o projeto que tramita nas comissões e trata do voto aberto para eleição da presidência da Câmara, Bira Teixeira afirmou que inicialmente havia se manifestado contrário à proposta, por entender que o voto era uma decisão mais pessoal de cada vereador. Entretanto, após conversar com lideranças próximas, decidiu mudar seu posicionamento e apoiar a votação aberta.