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Brigada Militar reforça a segurança do estado em meio a registros de delitos em cidades afetadas pelas enchentes

7 de maio de 2024

Em meio à tragédia que assola o Rio Grande do Sul na última semana, com as cheias dos rios, as forças de segurança – que também atuam nos resgates de pessoas ilhadas pelas inundações – reforçaram a presença dos servidores em áreas alagadas para tentar evitar delitos durante esse período. 

Casos de saques, furtos e roubos foram registrados na Região Metropolitana na própria Capital e em outros municípios afetados pelas inundações.

Na tarde de ontem, dois homens foram presos pela Brigada Militar, transportando sacos de moedas após saquearam estabelecimentos na zona norte da Capital. A situação causou revolta entre os moradores, que queriam linchar a dupla. 

Desde domingo, a BM em Porto Alegre passou a manter um policial militar dentro das embarcações de resgate junto de voluntários como forma de intimidar as ações dos bandidos.

Subcomandante-Geral da BM, coronel Douglas Soares garante que todas as ocorrências sobre brigas, desordens, saques ou outros crimes têm sido verificadas. Para Eldorado e Guaíba, onde havia informações sobre saques em supermercados e outros estabelecimentos, foram enviados policiais em embarcações.

— As equipes ficaram na rodovia, em Eldorado, com barcos, indo e vindo. Em Eldorado tivemos alguns arrombamentos, pessoas que em áreas alagadas retiraram materiais de algumas lojas inundadas. Essas ações cessaram com a chegada da tropa de choque —  explica o coronel.

Em  Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, houve registro de arrombamentos em locais abandonados, e suspeitos foram presos. Durante o fim de semana, a cidade de Arroio do Meio também foi alvo de uma série de saques. 

Para a Capital, foram enviados 600 policiais militares do Pelotão de Choque, que foram distribuídos em locais em que pode haver algum tipo de ocorrência. 

Para o Humaitá e o Sarandi, além dos policiais do Choque também foram enviados brigadianos do Comando Ambiental da BM.

Em entrevista para o Jornal Nacional, o governador do estado, Eduardo Leite, falou sobre o reforço no efetivo policial. “Acionamos a Força Nacional de Segurança, inclusive para ter reforço de efetivo. Nós convocamos todos os nossos policiais. Quem estava em férias voltou. Liberamos tudo o que puder de hora extra. Estão trabalhando força total, mas vamos precisar de mais. Então está vindo mais policiamento também de outros estados para nos ajudar nesses próximos dias”, salientou o governador.

Nesta segunda-feira (6), um grupo de detentos do regime semiaberto do Instituto Penal de Charqueadas percorria o trecho em direção à capital a pé.  Eles foram liberados após decisão judicial, que determinou que devem passar a ser monitorados por meio de tornozeleira eletrônica. Segundo a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (Seapen), a decisão judicial foi concedida para 158 presos, em meio à enchente que atingiu Charqueadas. Foi concedida a prisão domiciliar emergencial, para os presos do regime semiaberto, que corriam risco de vida em razão do avanço da água. A tornozeleira eletrônica deverá, no entanto, ser instalada em até cinco dias.

Como se não bastassem enchentes e roubos, a população gaúcha ainda enfrenta o oportunismo de quem está cobrando para fazer resgates. A polícia recebeu a denúncia de que barqueiros estão cobrando 500 reais para resgatar vítimas de alagamentos. Se a pessoa tiver animais domésticos, o preço sobe para 600. Um delegado de Porto Alegre que pediu para não ser identificado disse que – por incrível que pareça – não é crime cobrar para fazer esse tipo de “trabalho”, desde que o barco seja particular. No entanto, ele aconselhou os desabrigados a esperarem pelo resgate de voluntários e de embarcações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Fonte: GZH/OGLOBO/G1/JORNALNACIONAL