Nessa semana, a RPI conversou com Marli Gaspar, diretora administrativa do lar Bom Abrigo de Ijuí. Marli explicou como a pandemia afetou o serviço prestado pela instituição. Segundo ela, apesar das dificuldades, a comunidade abraçou o lar.
“Foi um ano atípico, mas posso dizer que Deus cuidou de nós. A comunidade ijuiense é solidária. Eu quero agradecer.”
A pandemia afetou principalmente as promoções agendadas para arrecadar fundos visando a manutenção das atividades da casa, como brechó, festas e venda de galetos. Como essas ações foram prejudicadas, a direção decidiu ampliar as ações com os padrinhos do lar.
O padrinho é uma pessoa que colabora mensalmente com o lar. O valor inicial é de 30 reais. Cada padrinho é convidado também para visitar periodicamente o Lar Bom Abrigo. Assim, eles podem ver como as doações são investidas.
Marli Gaspar destacou ainda que, no decorrer deste ano, nenhum colaborador e nenhuma das crianças atendidas no local foi infectado com coronavírus. Em relação aos objetivos para 2021, a ideia é acolher melhor.
“Estamos com as vagas preenchidas. Nossa rotatividade é boa até porque o judiciário está mais ágil na questão da adoção. Temos vagas para 25 crianças e estamos com 24.”
Marli informou que a ideia não é aumentar a quantidade de atendimentos. Ela argumenta que é um mau sinal aumentar a necessidade de acolhimento. Significaria que as famílias não estão bem. Portanto, seguindo esse parâmetro, o ideal é que os atendimentos diminuam. Por isso também a intenção é melhorar a qualidade do serviço que já é prestado.
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