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Economista defende reforma tributária para redução de valor dos combustíveis de forma permanente

2 de agosto de 2022

O economista Argemiro Brum foi convidado para avaliar o cenário econômico brasileiro em entrevista ao Rádio Ligado. Dentre os temas abordados no programa, o doutor em economia falou sobre a lei sancionada pelo Governo Federal que limitou as alíquotas de ICMS para combustíveis. Para Brum, as medidas foram eleitoreiras, sendo tomadas às vésperas das eleições.

“Que todos esperavam uma redução no preço dos combustíveis, isso ninguém discute, mas a questão é como fazê-la. Diante da questão inflacionária e do risco eleitoral para o atual governo se adotaram medidas açodadas de redução do ICMS, além da redução de outros impostos, para aliviar a população de imediato. A duração disso é até 31 de dezembro, ou seja: o governo eleito vai ter que adotar medidas pesadas de recondução do ajuste fiscal do país sob pena de afundarmos mais ainda do que já estamos”, avaliou.

Para o professor, deveriam acontecer reformas estruturais adequadas nesse e em governos passados. No caso dos preços dos combustíveis, a reforma tributária. “Há 10 anos falamos muito em reformas que não são feitas e são empurradas de barriga. O custo social acaba estourando sob a população. Medidas assim abrem mais o rombo fiscal. O governo deixa de arrecadar de forma imprevisível porque foi tudo feito a toque de caixa, ajuda em curto prazo, mas logo aí adiante a conta virá. E poderá vir muito mais aguda e isso a história econômica nos ensina no Brasil e no mundo inteiro”, destacou.

Para Brum, a população vai aproveitar no curto prazo alguns ganhos, “mas as perdas futuras serão muito piores do que os ganhos imediatistas que temos agora”, concluiu.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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