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Eleições 2026: veja quem disputa o Senado, os partidos e a distribuição das candidaturas pelo país

2 de outubro de 2026

As eleições de 2026 têm 314 pessoas na disputa pelas 54 vagas do Senado, média de 5,8 candidatos por cadeira. A maior parte dos concorrentes é formada por homens, brancos, casados, com ensino superior completo e com pelo menos 50 anos de idade, de acordo com levantamento feito a partir dos dados de candidatura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A eleição deste ano renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. O cenário permite uma comparação direta com 2018, última eleição em que também estavam em disputa 54 vagas. Naquele ano, eram 352 concorrentes, ou 6,5 por cadeira. O total de candidaturas caiu, portanto, 10,8% em oito anos.

Os números de candidaturas apresentados aqui são os registradas no TSE até o fechamento da edição. Eles podem sofrer mudanças até outubro, mas sem maiores impactos no quadro geral.

Mulheres são 22 % do total- Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, ou 78%, e 69 são mulheres, 22%.

A presença feminina é maior do que a registrada em 2018. No levantamento feito naquele ano, mulheres representavam 17,3% das candidaturas. A participação cresceu 4,7 pontos percentuais no período, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando estava em torno de 22,5%. 

A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191, ou 60,8%. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.

Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, as duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. Já a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%

Dois em cada três têm pelo menos 50 anos 

A idade também caracteriza a disputa deste ano. São 205 candidatos com 50 anos ou mais, equivalentes a 65,3% do total. A idade mediana é de 56 anos e a média, de 55,5. 

O maior grupo individual está na faixa dos 40 aos 49 anos, com 86 candidatos. Há 85 entre 50 e 59, 84 entre 60 e 69, 33 entre 70 e 79 e três com 80 anos ou mais. Outros 23 têm entre 35 e 39 anos. 

Ensino superior é regra para quase 80% 

Quase quatro de cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248, ou 79% do total. Outros 21, ou 6,7%, informaram ensino superior incompleto. 

O ensino médio completo foi declarado por 36 concorrentes, 11,5%. Há cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que informou saber ler e escrever. 

A parcela de candidatos com diploma superior permanece próxima à observada em 2022, quando correspondia a 80,4% do total. 

Quanto ao estado civil, 194 candidatos são casados, ou 61,8%. Há 72 solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.

Advogados lideram entre as ocupações declaradas 

Advogado é a ocupação mais frequente citada entre os candidatos ao Senado: 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros. 

Dos 32 senadores em exercício identificados entre os candidatos, 12 optaram por registrar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor. 

Em 2018, levantamento da Agência Senado 30 candidatos se identificaram como senadores entre as pessoas que buscavam a eleição para o cargo naquele ano. Há oito anos, quando houve a renovação de 2/3 da Casa, 32 senadores em fim de mandato também tentaram a reeleição.

Partido Liberal tem o maior número de candidatos 

As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) tem o maior número, com 33 candidatos, e a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação. 

Na sequência aparecem Unidade Popular (UP), com 23 candidatos; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido dos Trabalhadores (PT), com 19 candidatos cada; Democracia Cristã (DC), com 18; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 17; e Partido Social Democrático (PSD), com 15. Novo e Partido da Causa Operária (PCO) têm 14 candidatos cada. 

O TSE registra atualmente 30 partidos políticos no país. Entre eles, apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresenta candidato próprio ao Senado na base analisada. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e Partido Verde (PV).

Número e perfil dos candidatos a senador pelo Rio Grande do Sul

Daniela Mulheres Socialistas (PSTU) — 160

Daniela Maidana da Silva começou sua militância no Movimento Mulheres em Luta (MML) e, em 2013, participou das mobilizações das Jornadas de Junho.

Frederico Antunes (PSD) — 555

Exercendo a função de deputado estadual desde 1998, o engenheiro agrônomo Frederico Antunes já foi secretário estadual de Obras. É líder do governo Eduardo Leite (PSD) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul desde 2019.

Luciano do MLB (UP) — 800

A atuação política de Luciano Schafer é marcada pela organização das comunidades, pela defesa de direitos sociais e da moradia digna, tanto que é dirigente do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e coordenadou ocupações populares em Porto Alegre.

Manuela d’Ávila (Psol) — 500

Vereadora mais jovem de Porto Alegre, eleita aos 23 anos, e deputada federal mais votada da história do Rio Grande do Sul, em 2010, com 482.590 votos. Manuel d’Ávila fundou o “E se fosse você?”, instituto voltado ao combate à desinformação, às redes de ódio e à violência política. Concorreu como vice-presidente ao lado de Fernando Haddad (PT) em 2018 e como prefeita de Porto Alegre em 2020, mas não se elegeu.

Marcel Van Hattem (Novo) — 300

O deputado federal Marcel Van Hattem é formado em Relações Internacionais e tem especialização em Direito, Economia e Democracia Constitucional. Em 2004, foi eleito vereador de Dois Irmãos (RS) aos 18 anos. Entre 2015 e 2018, atuou como deputado estadual. É coordenador da Comissão Externa sobre os danos causados pelas enchentes no RS.

Milton Cardoso (PSDB) — 455

Jornalista, apresentador e empresário, Milton Cardoso tem 15 anos de experiência na cobertura jornalística do Congresso Nacional.

Paulo Pimenta (PT) — 131

O deputado federal Paulo Pimenta se tornou ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República em 2023, mas se licenciou do cargo em maio de 2024 para assumir a Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul. Já foi vereador e vice-prefeito de Santa Maria (RS).

Regis Ethur (PSTU) — 161

Professor da rede pública de ensino do estado, Regis Ethur foi diretor de Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS).

Renato Jaguarão (Cidadania) — 234

Com formação em Gestão Pública, já exerceu as funções de assessor e secretário parlamentar do então senador Sérgio Zambiasi. Integrou as equipes das Secretarias de Educação a Distância e de Educação Superior do Ministério da Educação de 2004 a 2008.

Ric Jones (PCO) — 290

Ricardo Herbert Jones, que tem seu nome de urna como Ric Jones, é médico, escritor e palestrante da causa da humanização do nascimento tanto dentro quanto fora do Brasil.

Germano Rigotto (MDB) — 151

Germano Rigotto já foi eleito deputado estadual e federal, sendo que exerceu a última função por três mandatos. É presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários.

Sanderson (PL) — 222

Deputado federal pelo RS, Ubiratan Sanderson foi presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara em 2023 e vice-líder da Oposição da Câmara dos Deputados em 2025.

Tania Peres (UP) — 808

A bióloga Tania Peres atua na defesa da saúde e segurança dos trabalhadores, fazendo parte de diferentes gestões da Comissão de Saúde e Segurança do Trabalhador na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

 

Fonte: RPI / Foto: Ton Molina/Agência Senado


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