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“Eu não me vi doente”: como preservar o cabelo transformou a experiência de Laísa durante a quimioterapia

19 de agosto de 2026

Em maio de 2025, Laísa da Silva Silveira descobriu, durante uma ecografia solicitada pela ginecologista, a presença de um nódulo. A partir do momento em que o radiologista disse a ela que “não era um nódulo bonito e precisaria fazer uma biópsia”, Laísa relata que “virou uma chave” em sua cabeça e decidiu começar a resolver o problema.

Em seu depoimento, a paciente explica que, na semana seguinte à realização da biópsia, consultou com o mastologista. “No dia 3 de maio eu soube do nódulo e, no dia 19, eu já estava operando.”

Após a cirurgia, o médico responsável pelo caso encaminhou Laísa para uma consulta com o Dr. Aníbal Nogueira, pois se tratava de um câncer de mama triplo-negativo e seria necessário realizar radioterapia e quimioterapia. A partir desse momento, a paciente iniciou sua busca por referências e conheceu a touca inglesa Paxman. “Eu não tive dúvidas. Busquei a IOI pela qualidade e pela excelência, por estarem sempre atualizados, e também pela touca, que poderia auxiliar no tratamento. Eu avaliei como de extrema importância manter o cabelo durante o meu tratamento.”

A touca inglesa Paxman é um sistema de crioterapia capilar que utiliza um líquido circulante para resfriar o couro cabeludo de forma estável e contínua. A tecnologia é utilizada para auxiliar na preservação dos cabelos durante a quimioterapia. O paciente coloca a touca cerca de 30 minutos antes do início da infusão dos quimioterápicos, permanece com ela durante toda a administração e por até uma hora e meia após o término, conforme o protocolo adotado.

Sobre o uso da touca, Laísa destaca também o impacto psicológico que teve durante o tratamento: “Na questão psicológica, auxilia demais. Quando eu ouvi falar em quimioterapia, já me veio aquela imagem da pessoa sem os cabelos. Ter a possibilidade de não me ver assim me ajudou muito, principalmente na autoestima. Eu consegui me manter ativa, indo à academia e trabalhando durante o tratamento. Muito disso teve relação com a questão psicológica, porque eu não me via com uma cara de doença.”

 

A paciente reconhece que cada experiência é única, mas considera que a possibilidade de preservar os cabelos foi fundamental para que se sentisse bem durante o tratamento.

“Eu quase não tive efeitos colaterais durante a quimio. Eu não ficava na cama; saía da quimio e ia fazer uma esteira. Para mim, teve muita relação com o cabelo, porque eu não me via doente. Eu não me vi careca. Tive um pouco de queda, mas nenhuma falha. Sempre estava com a cabeça preenchida pelo meu próprio cabelo.”

Para Laísa, o cabelo representa  mais do que uma questão estética. Ele também está relacionado à forma como ela se enxergava e como percebia o olhar das outras pessoas.

“Para mim, o cabelo não é só um cabelo. Ele traz uma questão por trás. Eu me via bem, e as pessoas também não tinham aquele olhar de piedade. Eu não via elas sentindo isso, e, para mim, foi muito positivo. Ajudou demais!”

Ao falar sobre sua experiência no Instituto de Oncologia de Ijuí (IOI), Laísa também destaca o acolhimento recebido durante todo o tratamento.

“Durante o tratamento no IOI, eu me sentia em um spa. Não era um sacrifício. Até parece loucura, mas sinto saudades das pessoas. Recebi muito carinho e foi muito bom ter essa experiência na clínica.”

Para ela, além do tratamento, o acolhimento e a possibilidade de manter sua rotina contribuíram para tornar esse período mais leve e positivo.

Fonte: Rádio Progresso


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