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Ex-presidente da Expofest considera infundadas informações da CPI sobre bens relacionados a ele

8 de junho de 2024

O presidente da Expofest do ano passado, Nélson Casarin, se manifestou hoje pela manhã sobre parte do relatório da CPI criada na Câmara de Vereadores de Ijuí para avaliar suspeita de irregularidades das edições de 2022 e 2023 da feira, que ocorre em outubro no parque Wanderley Burmann.

Especificamente em relação aos bens mencionados a ele, Casarin frisa que as colocações do relator, vereador Matheus Pompeo de Mattos, são infundadas. Comentou para a RPI que as acusações são graves e inverídicas, pois, conforme Casarin, são baseadas em meros dados da internet, desacompanhados de matrículas de imóveis em nome dele.

A CPI averiguou, em diligências realizadas no Registro de Imóveis, a existência de 119 matrículas imobiliárias em nome de Nélson Casarin, que também já presidiu a União das Etnias de Ijuí, a Ueti. São 75 matrículas em Santa Catarina e 44 no Rio Grande do Sul. Segundo o relatório, não é possível afirmar que todos esses bens ainda sejam de sua propriedade, mas que em algum momento foram. “Isso de forma clara indica algum crime, algum ilícito? Não. Mas isso chama a atenção dessa comissão e a gente tem que trazer isso ao relatório. E com certeza entendo que o Ministério Público vai fazer esse apontamento e verificar se esse patrimônio condiz com a sua renda, a sua receita”, destacou o relator Pompeo.

Casarin também informou para a Progresso que nesta manhã se reuniu com advogado para avaliar essas situações. Comentou que só vai se manifestar com mais detalhes após a sessão da CPI, que vai ocorrer às 16 horas de segunda-feira, quando a Comissão Parlamentar de Inquérito da Expofest vai votar o relatório.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí