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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos

17 de abril de 2026

O Brasil se despede de um de seus maiores ídolos do esporte. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, referência histórica do basquete nacional.

Na manhã de hoje, ele passou mal e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, na região de Alphaville, onde vivia com a família. Apesar dos esforços médicos, não resistiu.

“Mão treinada”, não “Mão Santa”

Famoso pela precisão nos arremessos, que lhe rendeu o apelido de “Mão Santa”, Oscar sempre fez questão de atribuir seu sucesso ao esforço e à disciplina. “Não existe mão santa, existe mão treinada”, costumava afirmar, rejeitando qualquer ideia de talento sobrenatural.

Independentemente da explicação, o resultado foi uma carreira extraordinária. Oscar eternizou seu nome no basquete mundial e integra o Hall da Fama do Basquete — Naismith Memorial —, além de também ter sido homenageado pela Federação Internacional de Basquete e pelo Comitê Olímpico do Brasil. Seu impacto foi tão marcante que ele figura entre os 100 maiores jogadores de todos os tempos.

No Brasil, a camisa 14 ganhou status especial graças a ele. O número, escolhido em homenagem ao dia em que pediu sua esposa, Cris, em namoro, tornou-se símbolo de excelência nas quadras.

Recordes históricos

Oscar participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos — de Moscou-1980 a Atlanta-1996 — e estabeleceu um recorde impressionante: 1.093 pontos anotados, marca ainda não superada no basquete olímpico.

Pela seleção brasileira, também deixou números expressivos. É o maior pontuador da história da equipe, com 7.693 pontos.

Com uma trajetória marcada por talento, disciplina e paixão pelo esporte, Oscar Schmidt deixa um legado que atravessa gerações e permanece como referência no basquete mundial.

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