As recentes chuvas amenizaram os problemas no milho, mas a estiagem provocou quebras na cultura que não se recuperam mais. Segundo o presidente da Apromilho – Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul – e agricultor em Chiapetta, Ricardo Menegheti, a perspectiva é de redução de aproximadamente 2 milhões e 700 mil toneladas do cereal no Estado.
Com isso, o Rio Grande do Sul deverá colher em torno de 3 milhões de toneladas, ou seja, os gaúchos vão ter que seguir com importação de milho, visto que o consumo anual fica entre 6,5 milhões e 7 milhões de toneladas. Para tentar resolver ou minimizar estas questões, recentemente foi implantado o programa Pró-Milho no Rio Grande do Sul.
Ricardo Menegheti comenta que a iniciativa visa atuar desde o plantio do cereal, irrigação até a armazenagem, indústria e outros segmentos. Além disso, Menegheti destacou que nessa safra não haverá abertura oficial da colheita do milho no Rio Grande do Sul, que geralmente acontece em janeiro. O cancelamento se deve à pandemia da Covid-19, a fim de evitar aglomerações.