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Piratini mantém plano de retomar cogestão, mas deve endurecer regras da bandeira vermelha

10 de março de 2021

Em meio ao agravamento ininterrupto da pandemia ao longo das últimas semanas, o governo do Estado mantém a perspectiva de reativar o modelo de cogestão a partir de 22 de março. O sistema — que foi suspenso há duas semanas — permite aos prefeitos definirem flexibilizações nos protocolos do distanciamento controlado.

Na prática, a cogestão permite que os municípios adotem regras mais brandas do que aquelas da classificação definida pelo Piratini. Assim, se uma cidade é classificada em bandeira preta, pode optar por usar os protocolos da bandeira vermelha.

Como contrapartida à possível retomada da cogestão, o governo do Estado também estuda o endurecimento das regras da bandeira vermelha. A ideia é dar algum fôlego para os setores econômicos, sem, contudo, permitir que a situação volte à realidade de três semanas atrás.

— Pela análise dos dados, o Estado continuará em bandeira preta por algumas semanas ainda, para além do dia 22 de março. É possível que a cogestão volte após o dia 21 de março, é com essa lógica que trabalhamos, mas ela pode vir acompanhada de mudanças nos protocolos da bandeira vermelha, no sentido de que a margem de ajustes dos municípios fique mais restrita — disse o governador Eduardo Leite em entrevista coletiva no evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul, nesta quarta-feira (10).

— A gente sabe que tem um limite da possibilidade econômica também — completou.

O governador reafirmou ainda que a suspensão geral de atividades entre 20h e 5h será mantida até o final do mês. A medida entrou em vigor no final de fevereiro e é válida para todo o Rio Grande do Sul, independentemente da cor da bandeira vigente na região.

Fonte: GZH
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