Em entrevista à Rádio Progresso, o prefeito Andrei Cossetin afirmou que a administração municipal tem conhecimento das dificuldades enfrentadas pela população de Ijuí em relação aos serviços prestados pela Corsan/Aegea. Segundo ele, diante desse cenário, foi encomendado um estudo técnico a uma empresa vinculada à Universidade de São Paulo, USP, com o objetivo de apontar o melhor caminho para a gestão do abastecimento de água, esgoto e resíduos no município.
O prefeito explicou que, a partir desse levantamento, poderão ser avaliadas alternativas como a realização de uma nova licitação para contratação de outra empresa ou até mesmo a permanência da atual operadora, porém em novos moldes. Cossetin destacou que Ijuí está entre os poucos municípios que não assinaram o aditivo contratual com a Corsan, que previa a continuidade do contrato vigente.
De acordo com ele, os problemas na prestação do serviço não são recentes e persistem mesmo após a mudança de gestão para a Aegea. O município, inclusive, acumula milhares de notificações relacionadas a falhas em obras e no atendimento aos consumidores.
O estudo está sendo conduzido pela Fundace, fundação ligada à USP, ao custo de R$ 1,9 milhão, e deve ser concluído nos próximos dias. Cossetin ressaltou que o município chegou a receber proposta de R$ 4,6 milhões para aderir ao aditivo contratual, mas optou por não assinar.
Sobre manifestações e abaixo-assinados organizados por vereadores, o prefeito classificou as ações como eleitoreiras, por ocorrerem em ano de eleições em nível nacional. Apesar disso, reconheceu que o serviço prestado atualmente é insatisfatório, o que motivou a busca por uma solução técnica.
Ele também afirmou que o estudo irá avaliar a viabilidade da municipalização dos serviços, entre outras possibilidades, apontando o modelo mais adequado para o futuro. Em relação ao desempenho financeiro da Corsan em Ijuí, disse não ter acesso aos dados por se tratar de uma empresa privada.
Por fim, Cossetin lembrou que o contrato atual com a Corsan se estende até 2062 e que uma eventual rescisão exigiria indenização pelos investimentos já realizados. Reiterou ainda que parte das discussões em torno do tema tem caráter demagógico, embora reconheça os transtornos enfrentados diariamente pela população.