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Relatório final da CPI da Expofest aponta melhorias para as próximas edições

7 de junho de 2024

Foi apresentado na manhã desta sexta-feira, 07, o relatório final da CPI da Expofest, com alguns apontamentos considerados cruciais para o desenvolvimento da feira nos próximos anos, e questões a serem analisadas através de investigação.

A Comissão instaurada em outubro do ano passado, composta atualmente pelos vereadores César Busnello (Presidente), Matheus Pompeo de Mattos (Relator), Chico Ortiz, Bira Erthal e Jorge Amaral, realizou 5 reuniões em 2023 e 23 reuniões até hoje em 2024,  ouvindo 30 pessoas que prestaram depoimento, sendo estes representantes de casas étnicas, da UETI, e demais responsáveis pela execução e planejamento da feira nas edições 2022/2023.

Destaques para a análise de cedência do parque de exposições, que segundo relatório foi repassado pelo poder executivo para o uso da UETI,  mas que o mesmo ainda disponibilizou servidores e maquinas para utilização no parque, recursos que não foram contabilizados.

A deficiência na gestão financeira, utilizando de recibos e dinheiro em espécie na tentativa de sonegar impostos, não emitindo nota fiscal. Não restou demonstrado os valores arrecadados também pela empresa contratada para a administração de parte do estacionamento da feira, sendo um contrato de 30/40% dos valores arrecadados para a empresa e o restante para a organização da feira.

Ficou constatado também em relatório, que a venda de ingressos e espaços foram feitos muitas vezes sem a análise das empresas, sendo por proximidade e indicação. Algo que também chamou a atenção foi a UETI utilizar o mesmo CNPJ para as despesas da feira, de um modo geral, tornando confuso relatório contábil.

A CPI da Expofest concluiu que são necessários alguns ajustes para que a feira possa se manter nas próximas edições e expandir, para isso é necessário que o evento não seja propriedade de uma pessoa ou de um grupo de pessoas.

As casas étnicas também devem participar do processo de organização da feira como um todo. E a falta de fiscalização por parte do poder público, no que diz respeito ao repasse de valores, e a cedência do parque. Foi salientada a importância de uma maior transparência por parte da UETI e questionado o patrimônio do antigo Presidente da Feira, Nelson Casarin.

Concluindo que ao longo da investigação a CPI contribuiu de alguma forma para o processo de desenvolvimento e melhoria da feira.

O relatório apresentado hoje (07), será votado na próxima segunda-feira (10), e precisará da aprovação dos demais membros da CPI.

Fonte: RPI