Busca rápidaX

“Queremos justiça e não vingança”, diz pai de Ariel Andreatta, morador de Jóia que morreu na Kiss

10 de dezembro de 2021

As vidas de Darci Andreatta e de Elizete Nunes Andreatta nunca mais foram as mesmas após o dia 27 de janeiro de 2013. O casal que reside no interior de Jóia perdeu o filho primogênito Ariel Nunes Andratta, que morreu com 18 anos de idade.

O jovem criado no interior havia acabado de se formar na Escola Técnica Estadual 25 de Julho em Ijuí. Ele estava cursando o primeiro semestre de Tecnologia em Alimentos na Universidade Federal de Santa Maria. “Sempre nos deu muito orgulho”, disse Elizete.

Com credenciais, os pais conseguiram entrar no Foro Central de Porto Alegre para acompanhar o maior júri da história do Rio Grande do Sul. O semblante triste e apreensivo é nítido em seus rostos.

Ao analisar os 10 dias de júri que consideram como extremamente desgastantes, Darci com a voz calma pede: “Queremos justiça e não vingança” e reforça “com toda a certeza não queremos que o foco seja desviado”.

Ao ser questionado sobre o pior momento do júri, o pai lamentou o que chamou de arrogância de alguns advogados. “O pior foi a arrogância de advogados de defesa ao falar em nome do presidente da Associação das Vítimas. Também percebemos um choro falso, de crocodilo, quando se dirigiam a nós”, concluiu.

JULGAMENTO SERÁ CONCLUÍDO HOJE 

Sai nesta sexta-feira (10), no Foro Central de Porto Alegre, o resultado do julgamento com as sentenças dos quatro réus pelo incêndio da boate Kiss. A decisão foi adiada depois que o Ministério Público pediu réplica das defesas dos advogados por volta das 23h40 desta quinta-feira (9).

Com isso, eles terão mais duas horas para sustentar a acusação, a partir das 10h, e abrem mais duas horas para que as bancadas de defesa apresentem suas tréplicas, após um intervalo, às 13h15.

Após isso, o Conselho de Sentença se reúne com o juiz Orlando Faccini Neto para a votação na sala secreta. A leitura da sentença deve ficar para a tarde.

O incêndio na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, deixou 242 pessoas mortas e outras 636 feridas. As vítimas, em sua maioria, eram jovens estudantes com idades entre 17 e 30 anos, moradores da cidade universitária.

A tragédia é a maior ocorrência em número de vítimas na história do Rio Grande do Sul e a segunda do Brasil, atrás apenas do incêndio do Gran Circo Norte Americano, em Niterói (RJ), que deixou 503 mortos em 1961.

Fonte: Rádio Progresso e G1
error: Conteúdo protegido!