Uma etapa concluída: esse é o sentimento de familiares das vítimas do incêndio da boate Kiss, após o júri dos acusados que durou 10 dias em Porto Alegre e terminou na última sexta-feira. Ao falar hoje pela manhã na RPI, o agricultor Darci Andreatta, pai de Ariel Andreatta, um dos jovens que morreu na tragédia que ocorreu em Santa Maria, em janeiro de 2013, ressaltou que a condenação dos réus foi um primeiro passo na questão da Justiça.
Darci Andreatta, que reside em Jóia, destacou que agora é preciso respirar e avaliar as próxima etapas, mas sempre em conjunto entre os familiares das vítimas e segundo os trâmites jurídicos. Ainda esclareceu que o julgamento foi um momento muito desgastante. “Aquilo que aconteceu não foi por mero acaso”, enfatizou Darci Andreatta, ao se referir ao incêndio da casa noturna que matou 242 pessoas e feriu 636.
Ele aproveitou para destacar que a decisão por condenar os réus partiu de um grupo de jurados, por isso, a relevância da decisão. Um dos sócios da boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr, foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão; Mauro Hoffmann, o outro sócio, a 19 anos e seis meses; Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, 18 anos de condenação; e o produtor de palco da banda, Luciano Bonilha Leão, também 18 anos de prisão. Porém, um habeas corpus preventivo, divulgado logo após o resultado do júri, no final da tarde de sexta-feira passada, impediu a prisão imediata dos quatro condenados. O incêndio da Kiss foi provocado por um artefato pirotécnico disparado durante show da banda Gurizada Fandangueira.