A gestão de resíduos sólidos no sistema prisional do Rio Grande do Sul alcançou resultados expressivos em 2025, com o reaproveitamento de 79 toneladas de materiais recicláveis em diversas regiões do Estado. As iniciativas são conduzidas pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, em parceria com a Polícia Penal, e aliam sustentabilidade ambiental à ressocialização de pessoas privadas de liberdade.
Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, foram destinados de forma ambientalmente adequada 31 toneladas de papelão, 21 de plástico, nove de papel misto, sete de metais, seis de garrafas de polietileno tereftalato (PET), quatro de embalagens cartonadas (tipo Tetra Pak), além de uma tonelada de gordura vegetal e 86 quilos de vidro. O volume reaproveitado contribui diretamente para a redução da extração de recursos naturais, a economia de energia e a mitigação de impactos ambientais, como a poluição do solo, do ar e da água.
A ampliação das ações integra uma política institucional voltada ao fortalecimento da gestão sustentável de resíduos e à promoção de oportunidades de qualificação profissional no ambiente prisional. Nesse contexto, mais de 50 pessoas privadas de liberdade, custodiadas nas 1ª, 2ª, 3ª, 5ª, 6ª e 7ª regiões penitenciárias, atuaram na triagem, classificação e encaminhamento dos materiais recicláveis para destinação final, possibilitando sua reinserção no ciclo produtivo.
Por meio de termos de cooperação firmados com empresas, os participantes recebem remuneração equivalente a 75% do salário mínimo nacional, além do benefício da remição de pena, com a redução de um dia a cada três trabalhados. A renda obtida representa um importante complemento financeiro para as famílias, contribuindo para o sustento e favorecendo a reintegração social.
Na 3ª Delegacia Regional Penitenciária, que abrange as regiões das Missões e Noroeste, o projeto de reciclagem desenvolvido na Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí também apresenta resultados relevantes. Com a participação de três apenados, cerca de nove toneladas de materiais recicláveis foram prensadas e comercializadas bimestralmente. Os recursos obtidos foram destinados à aquisição de itens essenciais não fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo medicamentos e óculos de grau para pessoas privadas de liberdade.