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Representantes do agro entendem que novo plano agrícola tem deficiência de medidas sobre endividamento e seguro

1 de julho de 2026

A partir de hoje começa vigorar o plano safra 2026/2027 anunciado ontem pelo governo federal. Para a agricultura familiar, o plano safra reserva 97 bilhões e 300 milhões de reais em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, entre outros. Desse total, 85,2 bilhões são para o Pronaf. Segundo a União, há redução de juros para custeio e investimento.

A taxa para o financiamento da produção de alimentos passou de 3% para 2% ao ano. Em relação ao microcrédito rural, o Pronaf B, o limite de crédito por unidade familiar foi ampliado de 53 mil reais para 74 mil. Também houve acréscimo no limite de renda anual da família para acessar o crédito, de 50 mil para 60 mil reais. Nesta linha, a taxa de juros é fixada em 0,5% ao ano. A União ainda anunciou incremento na Assistência Técnica e Extensão Rural de 2 mil e 500 reais para 3 mil reais, com juros de 0,5% ao ano, e bônus de 40% para quem não atrasa os pagamentos. Para o Pronaf A e C os juros variam de 0,5 a 3%; Pronaf Custeio, de 2 a 7,5%; Pronaf Mais Alimentos, de 1,5 a 7,5%; e Pronaf Agroindústria, 7,5%. Segundo o presidente da Fetag – Fedaração dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul – Eugênio Zaneti, o novo plano safra da agricultura familiar atende as necessidades em termos de recursos.

Porém, Eugênio Zaneti observa que no plano safra para a agricultura familiar falta medidas para amenizar o endividamento dos produtores.

O presidente da Fetag se disse bastante preocupado com a falta de medidas, no novo plano safra, para o seguro agrícola.

Também ontem, o governo federal divulgou o novo plano safra da agricultura empresarial. Para médios e grandes produtores o montante é de 525 bilhões e 100 mil reais. Do total de recursos, 384,9 bilhões de reais são destinados ao custeio e à comercialização, ou seja, aquisição de insumos, comercialização da produção, dentre outras áreas. Outros 140,2 bilhões de reais são direcionados aos investimentos, por exemplo, apoio à modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos. Em relação aos juros, no Pronamp, voltado aos médios produtores rurais, a taxa máxima fica em 9% ao ano, inferior à praticada no ciclo anterior. Para o RenovAgro o juro é de 9,5%; custeio empresarial e Moderfrota, 12,5%; e irrigação, 11,5%. Há vinculação entre a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura por Proagro ou seguro rural. O economista chefe da Farsul – Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – Antônio da Luz, entende que a queda de juros para a agricultura empresarial é importante, no entanto, emperra na falta de recursos equalizados.

Antônio da Luz também destaca que o plano 2026/2027 safra para a média e grande agricultura brasileira tem redução de dinheiro para custeio e comercialização, área fundamental para os produtores.

Fonte: RPI
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