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Justiça nega pela segunda vez em menos de um ano pedido de prisão domiciliar para a madrasta do menino Bernardo

9 de junho de 2024

A Justiça negou pedido de prisão domiciliar para a madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, morto em 2014. Graciele Ugulini foi condenada por homicídio e ocultação do cadáver do menino de 11 anos em Três Passos. A decisão é do juiz Geraldo Anastácio Brandeburski Júnior e foi divulgada na sexta-feira (7). É a segunda vez em menos de um ano que Graciele tem o pedido negado. O magistrado avaliou que a data para Graciele alcançar o objetivo para progressão do regime (de fechado para semiaberto) não está próxima. Brandeburski sustenta que, na tramitação atual do processo, a previsão é para outubro de 2025. O advogado da madrasta do menino alegava que os pais dela são doentes e existiria necessidade de cuidados.

“Não há comprovação [no processo] de serem eles pessoas dependentes exclusivamente da detenta. Pelo contrário, a apenada não é a única capaz de prestar-lhes os devidos cuidados”, pontuou o juiz.

Outra ponderação trazida pela defesa é a de que Graciele está matriculada em curso superior. O magistrado, no entanto, afirmou que não há previsão legal que autorize pessoas que cumprem pena em regime fechado a saírem da prisão para participarem de aulas presenciais. Conforme o Tribunal de Justiça do RS, Graciele está cumprindo pena de 37 anos e 7 meses de prisão. Do total, ela cumpriu 12 anos e 19 dias.

Fonte: Foto: Reprodução TJRS