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PIB gaúcho desacelera, mas continua crescendo acima do Brasil

1 de agosto de 2019
Secretária do Planejamento, Leany Lemos, admite otimismo moderado com desempenho do PIB no RS

A Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) anunciou nesta quinta-feira (01°) a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2019. Os dados do estudo foram elaborados pela Fipe. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB gaúcho cresceu 0,9% entre janeiro e março deste ano. Ao comparar os dados com o país, o Rio Grande do Sul cresce acima da média nacional. Enquanto o Brasil cresceu 0,5% no primeiro trimestre, o PIB do Estado subiu 0,9%. Ao pegar o recorte dos últimos 12 meses (abril de 2018 a março de 2019), a economia gaúcha teve elevação de 1,4% contra 0,9% do país em igual período.

Os resultados são considerados positivos pela secretária Leany Lemos, embora o crescimento ainda seja baixo. Para os próximos trimestres, ela admite um otimismo moderado, especialmente pela expectativa positiva na agricultura com o desempenho da safra de soja. Se compararmos o resultado do primeiro trimestre de 2019 com os dois trimestres anteriores, sem considerar o fato da sazonalidade, o crescimento do PIB gaúcho desacelerou. Se neste início de ano, a elevação foi de 0,9%, o último trimestre de 2018 subiu 2,5% e nos 3 meses anteriores a elevação foi de 4,1%.

Ao detalhar os resultados divulgados por setores da economia, o crescimento gaúcho teve destaque positivo nas áreas de indústria e comércio. O setor industrial teve elevações de 5,6% no primeiro trimestre de 2019 e 6,4% no acumulado em 12 meses. Por sua vez, o comércio apresentou crescimento de 3,3% no início deste ano e 5% no acumulado em 12 meses. Entre janeiro e março de 2019, o maior recuo é na agropecuária com queda de 4;4% na comparação com o mesmo período de 2018. A construção civil teve queda de 3,8% e serviços recuou 0,4%.

A próxima divulgação, do 2° trimestre de 2019, deve ocorrer em setembro, segundo a Seplag. A tendência é que os cálculos sejam feitos pelo DEE (Departamento de Economia e Estatística) da própria pasta, retomando o convênio com o IBGE para acesso a dados mais abrangentes e sigilosos. A parceria foi suspensa, pois o instituto não divulga informações para terceiros, apenas para órgãos ligados a administração pública. Com a retomada do cálculo do PIB, o governo do Estado vai reduzir em cerca de 25% o contrato com a FIPE, que vai seguir produzindo outros estudos. A estimativa, de acordo com Leany Lemos, é economizar cerca de R$ 700 mil por ano.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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