A Delegacia de Polícia de Ijuí apura o episódio ocorrido no último domingo, 26, na UPA do município, a partir de dois registros de ocorrência. Em entrevista à Rádio Progresso, o delegado regional, Ricardo Miron, informou que um dos registros foi feito pelos idosos envolvidos e o outro pelo servidor público que atuava no atendimento.
Segundo Miron, o registro das vítimas trata de contravenção por vias de fato, infração de menor potencial ofensivo que não depende de representação, motivo pelo qual foi instaurado um Termo Circunstanciado. Já o atendente também registrou ocorrência alegando ter sido vítima de vias de fato durante o desentendimento. Esse segundo registro será anexado ao primeiro, permitindo a apuração conjunta dos fatos.
A investigação já reúne documentos e imagens de vídeos que mostram parte do ocorrido. A próxima etapa inclui a oitiva de testemunhas e a análise das imagens das câmeras de monitoramento para esclarecer a sequência completa dos acontecimentos.
Concluída a fase de apuração, o material será encaminhado ao Poder Judiciário, responsável pela decisão legal do caso. O delegado destacou que há dois processos distintos em andamento: um de natureza criminal, conduzido pela Polícia Civil, e outro administrativo, sob responsabilidade do Poder Executivo, por meio de sindicância interna.
O prazo para conclusão do procedimento policial é de até 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, se necessário. No entanto, Miron avalia que o caso não apresenta grande complexidade e deve ser finalizado dentro do prazo inicial.
O delegado também ressaltou a importância de reunir todas as provas antes de qualquer conclusão, destacando que os vídeos que circulam nas redes sociais mostram apenas parte da situação, sem revelar o contexto completo. A investigação está sob responsabilidade do delegado Gustavo Arais, da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Ijuí, especializada na condução de termos circunstanciados.